quinta-feira, 17 de junho de 2010

Criar um leitor eficaz

Actividade - GIP Leitura – 25 de Março
Formandas: Elsa Vasco, Filomena Ruivo, Manuela Saturnino, Melânia Veiga
1. Estratégias e modos de orientar a leitura a fim de melhorar os desempenhos dos alunos enquanto leitores tendo em conta as características referidas na p. 15.

Componente afectiva

• Dar a conhecer um leque variado de escritores com diferentes tipos e temas de escrita;

• Mostrar os livros na aula numa abordagem paratextual, incluindo a análise das ilustrações;


• Proceder à leitura de excertos escolhidos, tendo em conta o desenvolvimento da acção, e suspender a leitura num momento crucial da intriga;

• Na escolha dos temas, ter em consideração a sensibilidade da turma;


• Os livros seleccionados deverão pertencer a escritores com estilos e temáticas bem diferenciados, levando os alunos a perceber que os escritores não são todos iguais;

Componente Prática

• O aluno requisita o livro na biblioteca, lê o livro e partilha a leitura na turma;

• O professor explora a partilha, questionando sobre o motivo das sensações que o aluno relata, Ex. “ Por que razão se sentiu livre, com medo, triste, limitado?”;


• Procurar no texto a justificação para estes sentimentos, reflectindo sobre o espaço, o tema, o vocabulário e a pontuação;

• Concluir que o escritor tem a capacidade de condicionar as emoções do leitor a partir da escrita;

• Reconhecida a importância do texto e a influência do escritor no leitor, o aluno poderá passar a dialogar com o texto, porque o reconhece como uma entidade diferente da sua pessoa;

• Quando lê, o aluno passa a ter objectivos claros (sabe que pode ser conduzido pelo escritor, opõe a sua vontade deixando de ser um leitor ingénuo);

• Antes de ler, é capaz de inferir o tipo e tema do texto;

• Perante um texto informativo, selecciona, segundo a sua estrutura, a informação que realmente lhe interessa;

• Volta a ler para esclarecer a sua compreensão, construindo o seu próprio texto;

• É capaz de reflectir sobre as suas leituras, por isso consegue exprimir as suas emoções sobre a leitura.


2. Elabore um conjunto de orientações para a leitura literária na sala de aula com os seus alunos. Em contraponto, refira aspectos negativos ou vícios da leitura literária que urge ultrapassar ou evitar. - p. 22.

• O escritor é um cidadão, no meio dos outros cidadãos, que tem um olhar diferente sobre o mundo;

• Para descrever esse Mundo diferente, usa palavras diferentes;

• Para compreendermos o mundo que esse escritor vê, temos de descodificar a sua linguagem;

• A dificuldade do texto literário é a descodificação, mas também é um desafio à criatividade e sensibilidade do leitor;

Aspecto negativo

• Considerar a literatura demasiado afastada da realidade, quando ela resulta afinal das vivências do escritor, numa relação com o mundo que ele idealiza e recria para satisfação própria que partilha com o leitor;

3. O que é um leitor literário competente? Deste conhecimento, dependem as actividades de leitura que propomos aos nossos alunos. Veja os níveis propostos na p. 25 e elabore o perfil dum leitor literário mais competente do que o nível 3 e inversamente um que tem dificuldades de leitura literária.

• Tem consciência dos tempos e das épocas, sabendo contextualizar a época literária no tempo cronológico;

• A partir dessa contextualização, sabe antecipar o livro que pretende escolher;

• Selecciona o autor em função das características das quais lhe interessa usufruir no momento;

• Sabe usufruir do prazer da leitura e da reflexão, partilhando-o com os amigos.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Novos Programas de Português do Ensino Básico

Anualização do CEL

Este trabalho de grupo, realizado por Elsa vasco, Filomena Ruivo, Manuela Saturnino e Melânia Veiga, pretendeu realizar a distribuição dos conteúdos referentes ao Conhecimento explícito da Língua, ao longo do 5º e 6º anos.

Competência do CEL - progressão

Neste trabalho pretendemos reflectir sobre a evolução das competências a adquirir pelos alunos, ao longo do ensino básico, no domínio do Conhecimento Explícito da Língua. Foi realizado por Elsa Vasco, Filomena Ruivo, Manuela Saturnino e Melânia Veiga.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Guião de Leitura para o Conto «A Aia»

Neste espaço pretendo publicar o Guião de Leitura para o Conto «A Aia» que o Grupo de Trabalho (Elsa, Filomena, Manuela,Melânia) decidiu realizar, tendo como público-alvo uma turma do 7.º Ano.

sábado, 5 de junho de 2010

Reflexão Crítica

NOVOS PROGRAMAS DE LÍNGUA PORTUGUESA
REFLEXÃO CRÍTICA
Formanda: Melânia Moniz Pereira Henriques Veiga
Caldas da Rainha
Formador: Luís Redes


Ninguém contesta a importância da Língua no desenvolvimento do pensamento, da personalidade e do carácter do cidadão. Não admira, portanto, que a maioria dos países atribua à Língua Materna um número de horas superior ao das outras disciplinas, no seu desenho curricular.

No primeiro contacto com os novos programas fiquei preocupada por não serem estabelecidas metas clarificadoras, já que os resultados esperados não condicionam a progressão do aluno, dependendo do perfil do público-alvo. Nesta ordem de ideias, vários factores poderiam inviabilizar a manutenção do Projecto ao longo do percurso de estudos do aprendente. Por consequência, os resultados nas escolas dependeriam do meio em que se encontrem implantadas. Ora, a análise dos GIP fez-me compreender que, pelo contrário, no espírito do Projecto se encontra o desejo de colmatar as diferenças provocadas por assimetrias sociais, por meio do nivelamento do conhecimento da Língua e da cultura. Pareceu-me, então, que se trataria de uma nova proposta destinada a obter fatalmente um resultado igual ou inferior ao do anterior programa.

Posteriormente, numa análise mais atenta, e por efeito dos tempos de Formação, devo reconhecer potencialidades neste Projecto. Parece-me, afinal, uma forma rigorosa, e possível, de conseguir que todos os alunos, independentemente da sua origem, possam usufruir da excelente ferramenta que se concretiza no domínio da Língua Materna.

A primazia dada ao conhecimento explícito da língua, que sempre se me afigurou fundamental, despertou o meu interesse. Apliquei alguns GIP e produzi outros semelhantes. Pedi a colegas, com alguma experiência, que experimentassem os que desejassem. Foi possível concluir que o método seguido se adequa à caracterização do «aluno actual» que, se possível, limitaria o seu trabalho escolar às tarefas desenvolvidas em sala de aula. Quanto ao tempo atribuído aos diferentes GIP, por vezes, pareceu exagerado, mas, obviamente, acaba por corresponder ao dobro do tempo utilizado com outros métodos. O GIP permite, além disso, mobilizar a atenção dos alunos menos interessados, ou com dificuldades de aprendizagem, com possível melhoria nos resultados das aprendizagens. O desenvolvimento das competências, em espiral, e a metacognição aprofundam a assimilação mas deixam em aberto o problema de não ser expectável que os resultados esperados no primeiro ciclo sejam atingidos. Assim, se não forem tomadas outras medidas, uma parte dos alunos continuará, apesar de tudo, a ocupar as franjas menos favorecidas, requerendo horas de aulas suplementares, apoio diferenciado em sala de aula, etc..

Nestas condições, parece-me indispensável que as escolas se organizem utilizando as anualizações mais interessantes para os seus alunos; que os professores trabalhem em sistema cooperativo, na horizontal e na vertical; que se façam aferições internas ao longo do ano; que os alunos possam beneficiar, durante as aulas, de um «time out» para recuperação de conhecimentos. Mais do que aplicar um programa, impõe-se que as suas potencialidades atinjam todos os alunos. Do mesmo modo, à semelhança de outros países, e se quisermos ser eficazes, o número de horas atribuído à disciplina de Língua Materna terá que ser aumentado.

Desejo ainda referir o meu agrado perante a estrutura e desenvolvimento dos tempos de formação nesta Acção. Apesar da sobrecarga de trabalho que esta Formação representou, valeu pelo interesse, pelo desafio e pelas respostas obtidas.


A Formanda
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- Melânia Moniz Pereira Henriques Veiga –


Caldas da Rainha, 16 de Junho de 2010.